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Política e negócios pode dar indigestão no Madero

por Rodrigo Campelo
Política e negócios pode dar indigestão

Política e negócios pode dar indigestão. no Madero. Na semana passada recebi a informação de que o grupo estava passando por dificuldades financeiras. Corri para pesquisar e todos os canais que traziam notícias misturavam informações da operação com o posicionamento político do seu fundador.

O mundo dos negócios tem esses desafios. Informações diferentes para o mesmo assunto. Por isso resolvi trazer dados sobre o negócio deixando de lado toda conotação política.  

O grupo Madero conta atualmente com mais de 200 restaurantes no Brasil, incluindo o restaurante Durski, Madero e Jerônimo Burger. está presente em mais de 70 cidades brasileiras. Emprega mais de 2.600 funcionários em suas unidades.

COMO TUDO COMEÇOU

O fundador do Madero nasceu em Prudentópolis, uma cidade com aproximadamente 60 mil habitantes no interior do Paraná. Foi lá que Junior Dursk aprendeu as primeiras receitas com os avós. Mas o aprendizado levou um tempo para entrar de vez na vida do cheff.  Aos 20 anos, foi morar em Rondônia, e trabalhou comercializando madeira. Por lá ficou durante 15 anos morando no norte do país, até que resolveu voltar à Curitiba.

Em 2005 abriu seu primeiro restaurante, o Durski, especializado em comida polonesa, que até hoje está aberto no centro histórico da capital paranaense. Em 2010, 5 anos depois da abertura do primeiro restaurante, o negócio começou a decolar. E isso só aconteceu depois de inaugurar uma unidade em Balneário Camboriú. 

Em 2017 Luciano Huck se tornou sócio do Madero com participação nunca revelado oficialmente. Estima-se que tenha ficado entre 0,6% a 6% do negócio. O apresentador não comprou sua participação, foi uma parceria que tinha como pano de fundo fortalecer a imagem do restaurante pelo país com campanhas de publicidade.

Em 2019, o fundo de private equity, CARLYLE, – especializados em comprar empresas não listadas na bolsa – assinou o contrato da aquisição de uma fatia de 23,3% da rede de hamburgueria paranaense por R$ 700 milhões de reais.Política e negócios pode dar indigestão

Em 2020 havia a expectativa de que o Grupo Madero faria o seu IPO (Oferta Inicial na Bolsa de Valores), mas devido a pandemia isso não aconteceu. Em setembro deste ano, Luciano Huck, que havia entrado em 2017 na rede, deixa a sociedade do Madero e vende por 100 mil reais ao fundador Junior Dursk, 

Em 2021 o Grupo Carlayle repassa seus ativos no país para a SPX CAPITAL, e para engrossar o caldo, muito se especula sobre a saída do apresentador Luciano Huck da sociedade no final do ano anterior.

Os veículos não segmentado fortalecem informações de que a saída foi baseado no posicionamentos políticos diferentes entre o apresentador e o fundador, entretanto, nenhuma informação foi oficialmente dito pela assessoria tanto do Grupo Madero, quanto pela assessoria da Joá Investimentos, empresa do apresentador. Toda informação disponível é que a saída do Luciano foi amigável e ponto final.

O QUE MUDOU EM 2021

O ano começa e as informações para o mercado chamam atenção. O balanço trimestral do grupo Madero trouxe informações inquietantes.  No texto do documento diz que “há dúvidas substanciais sobre a capacidade de continuidade operacional da companhia dentro de um ano a partir da data base das demonstrações financeiras intermediárias”, aponta.

Apesar do que está escrito no balanço, o negócio que foi bastante afetado pela pandemia, uma vez que ficou fechado em 2020 por mais de 9 meses, está se recuperando rapidamente com a reabertura da economia. Basta verificar as filas nos pontos de venda da rede. 

ONDE HÁ FOGO, HÁ FUMAÇA?

As ressalvas nas demonstrações financeiras são comuns no mercado de investimentos e dizem respeito aos riscos que devem ser informados abertamente aos investidores, mas não seriam nada que evidencie um risco concreto ao negócio.

Mar bravo é que faz bons marinheiros. O mercado anda agitado e feito os mais diferentes investidores e empresários a se posicionar e se colocar á frente de seus negócios. Não foi diferente depois que o nome do Madero foi empurrado para o lado negro do mercado, por seguir critérios de compliance junto a seus investidores.

O fundador Junior Dursk veio a público nesta semana repudiar a comunicação que tem sido apresentada pela imprensa e a forma como tem tratado o Madero. Disse que o caixa da empresa está bom e que tem mantido todos os pagamento em dia. Em seu post, Dursk nega falência e garante que rede segue com planos de expansão.

Somando todas as dívidas, a rede deve R$ 2,4 bilhões bancos, fornecedores, tributos, entre outros. Deste total, mais de 31% do total da dívida vencem em até um ano. Outros 19,2% tinham prazo de um a dois anos. A maior parte da dívida, R$ 1,2 bilhão, era advinda de empréstimos, segundo dados fornecidos pela Folha.

“A companhia pretende buscar prorrogar ou refinanciar a dívida e continuará discutindo com os bancos parceiros a possibilidade de obtenção de novas linhas de crédito quando necessário para dar suporte à operação”, completou o grupo. O Madero, no entanto, disse que não tem garantias de que conseguirá adiar ou refinanciar esses débitos em tempo ou em condições favoráveis.

Somente no primeiro trimestre deste ano, o grupo acumulou um prejuízo de R$ 67,5 milhões, três vezes maior do que o registrado no mesmo período de 2020, quando teve um déficit de R$ 18,7 milhões.

Veja o post de Junior Dursk sobre as informações da imprensa e da empresa

A INDIGESTÃO

A indigestão do Madero, na visão da imprensa, está no apoio do fundador ao atual Presidente da República. Além disso, muitas informações são apresentadas focada nas diferenças de opiniões entre Junior Dursk e seu ex-sócio Luciano Huck.

Em entrevista a Gazeta do Povo afirmou em março de 2021, que conversou com ele a respeito. O apresentador chegou a cogitar concorrer ao Planalto, mas desistiu em fevereiro de 2021.

“A última vez que falei com ele, tem umas duas semanas, disse: ‘pelo Madero, por mim, pelo Brasil, eu torço muito para que você seja candidato à presidência. Por você, eu torço para que não seja’”, relembrou Durski. “Eu não o aconselhei a desistir”, reforçou.  “você tem uma vida tão bonita, uma super família’, sabe? Isso vai acabar, cara! Como você faz com isso aí? Como seus filhos vão para a escola? Hoje já é uma dificuldade, o cara não pode andar em lugar nenhum, imagine todo mundo falando mal!? O cara é do bem, e daqui a pouco ele põe alguma coisa na internet e tem um monte de gente falando mal”.

OPORTUNIDADE À VISTA

O projeto de IPO, conforme levantado pela equipe da Negócio e Franquia está de pé novamente. A empresa até já contratou quatro bancos para a operação: Bank of America, BTG, Itaú e UBS estariam à frente da emissão de ações que viabilizaria a chegada do negócio à Bolsa paulista. Essas informações foram confirmadas pelo Estadão.

PARA INVESTIDOR: Aqueles que gostam de investir na bolsa de valor, esse ninho de mafagafinhos pode ser uma boa oportunidade de investimento. As ações podem chegar ao mercado mais baixas e ter ganhos acima da média, como aconteceu com a Track & Field e com isso ampliar seus ganhos. Mas analise os dados. São projeções e qualquer investimento deve ser feito com cautela e com acompanhamento de especialistas. Não saia desembestado fazendo loucuras por ai.  

PARA OS APAIXONADOS POR COMIDA BOA: ir aos pontos de venda, pode ser uma oportunidade e tanto para reunir com a família e amigos. 

É preciso separar qualquer conotação política do mundo dos negócios, por que essa mistura pode dar indigestão. É hora de ser frio e ficar atento ao que vai acontecer de agora em diante. Não existe mágica no universo de negócios e a capacidade de gestão é que será o grande diferencial da rede.

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