Na contramão do pessimismo econômico, o setor de franquias cresceu. É o que revela a pesquisa trimestral da ABF (Associação Brasileira de Franchising), divulgada recentemente. O estudo aponta que o setor teve crescimento de 5,9% no segundo trimestre deste ano. O resultado foi medido a partir do mesmo período no ano passado, quando o faturamento foi de R$ 40,7 bilhões. O percentual alcançado este ano foi de R$ 41,1 bilhões. E no acumulado de 12 meses, o setor cresceu de R$ 168,4 bilhões para R$ 179,9 bilhões (crescimento de 6,9%).

O estudo demonstra que o setor de franquias segue trajetória gradativa. Tal crescimento se deve ao trabalho em rede, ganhos em escala, consolidação das marcas e treinamento contínuo.

É um crescimento moderado, mas significativo quando analisamos o cenário econômico de demanda desaquecida e desconfiança por parte de consumidores e empresários. Outros fatores que influem nesse resultado incluem a alta taxa de desemprego e a incerteza generalizada com relação às reformas. Mas a situação favorável foi propiciada pela abertura de novas unidades, eficiência operacional, ações de ajuste e inovações implementadas ao longo dos anos.

O processo de abertura e fechamento de lojas mostra 4,3% de operações abertas e 2,2% fechadas, um saldo positivo de 2,1% quando comparado ao mesmo período no ano passado

O número de empregos diretos no franchising aumentou em 10% no comparativo com o segundo trimestre do 2018. O total de trabalhadores registrados passou de 1.224.987 para 1.348.235. E o número de unidades de franquia chegou a mais de 159 mil. Um fator importante diz respeito às novas formas de contratação oriundas da reforma trabalhista de 2017.

Vale lembrar que, de acordo com dados da ABF, o franchising brasileiro responde por 2,4% do PIB (Produto Interno Bruto) e emprega diretamente mais de 1,2 milhão de pessoas.

Segmentos analisados pela pesquisa trimestral ABF

A pesquisa trimestral da ABF abrangeu 11 segmentos e todos eles tiveram variação positiva no segundo trimestre quando comparados ao mesmo período no ano de 2018. O segmento de Serviços e Outros Negócios, por exemplo, registrou um crescimento de 8,9%.

O segundo maior crescimento foi registrado pelo segmento de Serviços Educacionais, que foi de 8,7%.

Na terceira posição, temos Comunicação, Informática e Eletrônicos, com 8,5%.

O segmento de Saúde, Beleza e Bem-Estar ocupa a quarta posição, com 6,6%. Já o segmento Casa e Construção teve aumento de 6%, por isso ficou em quinto lugar.

A pesquisa trimestral da ABF ainda revela que, tanto no que diz respeito ao faturamento, quanto ao número de unidades, houve um aumento da participação da Região Sul (9,7% para 10,3% em faturamento). Nesse comparativo regional, o Nordeste passou de 13,6% para 13,9% e o Centro Oeste foi de 8,4% para 8,6%.

No entanto, os estados que mais ganharam participação no faturamento total foram Santa Catarina (de 4% para 4,5%), Mato Grosso (de 1,9% para 2,1%) e Minas Gerais, de 7,7% para 7,9%.

A ABF divulgou também que a projeção de crescimento do franchising para 2019 é de 7% em faturamento. As projeções para número de redes são de 1%. Já o número de unidades deve atingir 5%, o que também deve ocorrer com empregos.

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