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Sem sucessão pequenas empresas enfrentam problemão

por Rodrigo Campelo
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Sem sucessão pequenas empresas enfrentam problemão

Sem planos para a sucessão muitas empresas estão vivendo um verdadeiro problemão. E isso tem deixado muitas famílias de cabelos em pé. As pequenas e médias empresas representam a maioria em operação no país, elas não tem conselho para definir o futuro e dependem muitas vezes das estratégias e direcionamentos de seus fundadores.

Mas muito desses fundadores hoje com mais de 50 anos começam a pensar, bem de leve, como farão quando não estiverem mais aqui.  Acredite a maioria das empresas que fazem a economia girar não são as grandes e sim as pequenas.

De acordo com os dados do Sebrae, no Brasil, 99% de todas as empresas são micro e pequenas, incluindo os microempreendedores individuais (MEI). Ao todo, são cerca de 20 milhões de empresas, sendo 14 milhões de MEI. E por se tratar de empresas pequenas, muitos dos possíveis sucessores, foram treinados, ou melhor dizendo, criados por seus pais para outras profissões bem distantes do  que a empresa que sustentou a família faz.

Esses filhos serão advogados, médicos, enfermeiros, jornalistas, engenheiros, administradores, relações públicas, mas mesmo com algumas funções que poderiam ser absorvidas pela companhia não vão dar continuidade ao trabalho desenvolvido por seus pais nas indústrias, empresas ou prestadores de serviços e que ajudaram a formar os novos profissionais.

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Problemas comuns na sucessão empresarial

Brigas familiares

É muito comum a pessoa ser o pai, o diretor geral da empresa, o principal acionista e o presidente do conselho de administração. Ao mesmo tempo, a filha mais velha exerce o papel de gerente comercial. O filho do meio exerce o papel de gerente industrial e é responsável pelos novos negócios da empresa. O filho caçula é recém-formado e está no papel de estagiário da área comercial, subordinado da filha mais velha. A mãe, por sua vez, atua como executiva de outra organização, porém é acionista e faz parte do conselho de administração da empresa da família, juntamente com todos os filhos e o pai.

Neste contexto, que é muito comum nas empresas familiares brasileiras, fica muito difícil a separação entre o âmbito familiar e o âmbito da empresa. A história, a relação interpessoal, os valores e as regras de comportamentos familiares passam a ser os fatores predominantes na empresa. Assim a empresa se torna vulnerável às tensões internas resultantes de problemas externos e de relacionamentos interpessoais familiares mal resolvidos, alguns conscientes e não declarados, e outros que nem sequer são conscientes na família.

Empreendedorismo versus gestão competente

O brasileiro tem uma grande capacidade de empreender. Constrói o seu negócio e faz isso muito bem, mas quando a empresa começa a crescer  e o mercado muda, como tem acontecido nos últimos tempos, a competição aumenta e muitas vezes a gestão da empresa necessita de novas competências que o fundador e a família não possuem. O simples fato de existir um negócio e ter feito ao longo dos últimos anos, não significa garantia de que tenham habilidade adequada para dirigir a empresa em situações futuras. O que pode perceber é que nas empresas familiares ou pequenos negócios, tantos os proprietários quanto herdeiros tem dificuldade de  aceitar essa nova realidade e agir em consequência disso.

Gestão Financeira

Em muitos casos existe um certo cuidado com a gestão financeira. Muitas vezes são desenvolvidas, quase que intuitivamente, em planilhas que normalmente trazem alguns benefícios para a gestão da empresa, mas normalmente são permeadas por problemas como:

  • Querem saber o lucro do negócio através do fluxo de caixa;
  • Confundem as diferenças entre faturamento e recebimento;
  • Misturam recebimentos do mês com recebimento de vendas a prazo de meses anteriores;
  • Misturam despesas pessoais com as despesas da empresa;
  • Pagam dividendos conforme às necessidades familiares e não com os resultados gerados;
  • Desconhecem ou desprezam o regime de competência;
  • Não controlam pequenas despesas, principalmente as pagas em dinheiro;
  • Não fazem o controle de estoque adequadamente;
  • Utilizam o volume comprado como custo do produto.

A distorção de resultados podem mais cedo ou mais tarde representar a perda de valor do negócio, da capacidade de competição e comprometer a própria sobrevivência da empresa.

Dificuldade de renovação organizacional e inovação

O estilo de gestão normalmente centralizadora e a predominância dos critérios familiares sobre os empresariais, dificultam o amadurecimento e a profissionalização do seu pessoal e podem atrasar as atualizações e mudanças necessárias para a perpetuação da empresa.

Laços afetivos

É comum encontrarmos membros da família que recebem mais do que contribuem ou exercerem funções para as quais não possuem competência adequada. A consequência dessas práticas é a deterioração do compromisso de dedicação e do senso de justiça das pessoas que não pertencem à família. Isso pode comprometer ao longo do tempo a capacidade competitiva da empresa familiar.

Demora na decisão da sucessão empresarial

Não querer largar o osso e não entregar o osso para outros. Essa é a sensação que leva muitos herdeiros a atrapalhar o processo de sucessão empresarial. Essa demora acaba gerando outros problemas como os que já foram citados como gestão inadequada, gestão competente e gestão financeira e como resultado pode levar ao fim de um longo tempo de trabalho.

Gestão inadequada

A gestão imatura acaba se tornando inadequada. Além de valorizar pessoas das famílias e não potencializar possíveis características do quadro de funcionário podem encontrar os seguintes erros:

  • Planejamento (de curto e médio prazos) muito incipiente;
  • Planejamento (de longo prazo) praticamente inexistente;
  • Processos operacionais informais e vulneráveis às perdas geradas pelo fator tempo;
  • Análise e controle de processos inadequados;
  • Liderança incapaz e atrofiada pelo modelo de gestão modelador e centralizador;
  • Reuniões e canais formais de comunicação inexistentes, improdutivos e ineficazes.

A empresas familiares ou sem sucessores nascem com nível de maturidade de gestão baixo, o que é normal, mas a grande questão está na capacidade da empresa aprimorar continuamente o seu nível de gestão, aprimorando a sua competitividade e assim garantir a sua perpetuação.

Governança inexistente

O interesse pelo tema governança vem aumentando bastante nos últimos tempos, empresários têm percebido que a preocupação com a boa governança não deve se limitar às empresas que têm cotação em bolsa. As empresas familiares, por conta de suas particularidades e em alguns casos da sua complexidade estrutural, devem buscar desenvolver um sistema de governança para dirigir a empresa estrategicamente, controlar a alta administração e prestar contas aos acionistas, investidores e outros agentes. Mas normalmente nada disso é feito.

Caminhos comuns para essas empresas

Sem sucessão pequenas empresas enfrentam problemãoO caminho mais comum nesse período de sucessão são dois: ou essas empresas serão fechadas ou serão vendidas a preços promocionais uma vez que os familiares não sabem o valor real daquele negócio.

Outro ponto relevante é que mesmo com filhos que estejam interessados em ficar no negócio o risco sucesso, na maioria dos casos, é muito pequeno, uma vez que não foram treinados para seguir no modelo de gestão com o direcionamento do fundador.  Um ponto relevante é que os negócios que podem sofrer com a falta de sucessão estão ligados ao setor industrial, comércio e principalmente no setor de prestação de serviços. São construtoras, lojas de materiais de construção, imobiliárias, marcenaria, floriculturas, indústria de móveis, de pães e biscoitos, empresas de reformas, entre tantas outros serviços que empregam de 2 até 80 funcionários.

E o que devo fazer se não sei como fazer a sucessão da minha empresa?

  • 1º passo é fazer um valuation da sua empresa. Entender o quanto ela vale. Ter dados reais para ofertar no mercado. Esse primeiro momento é o mais direto e mais comum.
  • passo é terceirizar a gestão e contratar uma empresa para absorver o “jeito” do fundador e dar continuidade ao negócio.
  • passo é o M&A – A sigla é do inglês e significa Mergers and Acquisitions, que na nossa língua quer dizer fusões e aquisições, a empresa se prepara para ser adquirida por algum outro grupo ou ser absorvida por uma outra marca. Isso é o caminho natural para empresas de grande porte.

Todos os caminhos são corretos? Claro que não. Nenhum gestor ou fundador é igual, assim como herdeiros. Mas para proteger o patrimônio e o futuro de uma empresa familiar é importante que a sucessão seja feita para minimizar os impactos do fechamento, das demissões

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