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Investir em franquias ou em montar o próprio negócio

Que caminho seguir é o que pensa a maioria dos empreendedores

por Ana Raquel Lelles
Investir em franquias ou em montar o próprio negócio

O dilema entre abrir o próprio negócio ou fazer parte de uma franquia está presente na vida de vários brasileiros. Para Nathalia Romano, essa dúvida “cruel” pode ser resolvida com uma pergunta: porque não investir nos dois âmbitos? 

Romano conta que começou administrando uma unidade da rede de franquias de comida italiana em fast-food, Rizzo Gourmet. O restaurante fica no shopping Mooca, na Vila Prudente, em São Paulo. O empreendimento é rentável e, também, bom para administrar. 

Mas, este ano, a paulista e seu marido tiveram a ideia de expandir as habilidades como empresários e investir no próprio negócio, o que é um desafio e um passo grande para o casal. 

“A principal motivação diferente das franquias é começar um negócio a partir das minhas ideias, das minhas convicções. Na franquia está tudo pronto. Montamos um café que vai inaugurar em setembro. Então é tudo novo: desde o tempo que a gente alugou até o cardápio que a gente tá elaborando. É bem motivador”, afirma. 

O investimento é a cafeteria ‘011 Café’, que tem o conceito de ser um local “bem paulista”, ou seja, um espaço rápido e prático para o cliente tomar o seu café e seguir o dia na correria da capital. Aliás, o nome faz referência ao DDD de celular usado nas ligações para o estado.

Este modelo é o que dá o tom único da marca e pode se tornar uma franquia no futuro, expandindo para outros estados, como Minas Gerais. “A gente é muito agitado, queremos levar isso pro Brasil”, disse a paulista.

A primeira unidade é na Alameda Jaú, no Bairro Jardim, na capital paulista. “As pessoas podem passar pegar seu cafezinho e ir pro seu destino ou sentar nas mesinhas e ter uma reunião de trabalho”, conta Nathalia. 

Ela explica que o café também vai servir saladas na hora do almoço e jantar pois segue a proposta de ser uma comida mais “rápida” e leve para seguir a rotina agitada. Além disso, o ‘011’ terá um cardápio diferenciado que propõe uma experiência única com café.  

Outra visão da paulista é criar produtos para levar para casa com a marca ‘011’. “Estou atrás de fornecedor para fazer um empório com alguns produtores, porque este mercado também cresceu bastante entre os produtores de café artesanal. Até o restaurante Madeiro fez isso, onde você compra um monte de coisas, achei super legal”, afirma. 

Franqueado X Fundador 

A principal diferença entre participar de uma franquia ou fundar o próprio investimento, na visão de Nathalia, é o processo criativo de nascimento da marca. “A franquia já tem a marca consolidada. É tudo mais prático. Então, a gente só vai seguindo checklist e vai elaborando. A gente demorou um mês para abrir o restaurante. Já o café é tudo por nossa conta: tem que ir atrás de arquiteto, chefe de cozinha…”, afirma.

“Além disso, nós vamos ter que consolidar nossa marca no mercado, coisa que na franquia, a marca já é forte”, completa. 

A fundadora do ‘011 Café’ explica que a franquia acaba tendo um lucro mais rápido do que o próprio negócio por causa da visibilidade da marca no mercado. “Tem a questão de marketing, o estudo do local…”, pontua.

Outro ponto, segundo a visão de Nathalia, é que os desafios, investimentos e, consequentemente, os riscos do empreendimento próprio também são maiores. “Mas a gente está buscando esse risco, por conta da proposta mesmo. A gente começou com as franquias e a gente viu uma oportunidade muito grande no comércio, principalmente na área da alimentação, então a gente resolveu investir”. 

Segundo a empreendedora, na região da Alameda Jaú houve um crescimento de interesse do consumidor em cafeterias, o que aumentou o desejo do casal de investir na área. 

Por que correr este risco? 

Sair da área de franquias para investir em um empreendimento só seu pode ser um grande risco, mas também tem um lado extremamente positivo e recompensas gigantes. 

É importante pontuar que são dois tipos de empreendimentos diferentes com focos distintos que trazem satisfações diversas. Como por exemplo, a franquia tem uma estabilidade, que não está presente no negócio próprio. Mas, a liberdade de escolha e criatividade está mais presente quando você é o dono e o criador do investimento do que franqueado. 

“Nós queremos abrir mais franquias, além do nosso próprio negócio. A gente gosta bastante dessa fidelidade da franquia”, afirma. 

Dicas para a transição de franquias para investimento próprio

  1. Comece por franquias: você ganha experiência de administração de empreendimento, noção de logística e mercado e, acima de tudo, aprenda com seus erros e com a organização interna da franquia
  2. Invista em uma área que esteja com crescente de interesse do consumidor: como Nathália e o marido perceberam uma oportunidade de expandir na área de alimentação 
  3. Encontre uma especificidade: o que faz o seu produto ser único? como você pode se destacar? 
  4. Melhor um pássaro na mão do que dois voando: não abra a mão da franquia. Continue com os dois investimentos e vá com calma na administração e nas expectativas. 

“Minha dica é estudar bastante, ver bastante o mercado e não desistir. Não é tão impossível. A franquia te ajuda muito, porque você adquire bagagem, você aprende muito. Não vá pela empolgação: tem que saber ponderar os prós e contras pra não acabar fazendo uma troca injusta” 

História da Nathalia 

Muito antes do ‘011 Café’ nascer, Nathalia já era “mãe em tempo integral”. Ela começou a empreender depois que seus filhos cresceram e, durante a pandemia, teve a ideia de iniciar a carreira no business ao lado do marido, Jair Romano Junior. 

“É gostoso empreender, eu sempre falo que nunca imaginei que estaria empreendendo foi tipo um susto. Eu sou mãe em tempo integral e meu marido estava cansado do mundo corporativo. No pós pandemia pensamos ‘por que não tentar alguma coisa?’. Então, a gente abriu as franquias. Estava mais barato pra você comprar e a gente percebia que no shopping, mesmo com as restrições, o público tava lá”, contou Romano sobre sua trajetória. 

O casal administra o restaurante Rizzo e a Peske Shoes, que é um quiosque no Shopping Mooca que vende sapatos, alpargatas, bolsas, com a proposta de sustentabilidade e vegano. 

A vontade de se unir à franquia do restaurante italiano surgiu depois que o casal reparou que o Shopping Mooca não tinha nada italiano. Para não competir com as tradicionais cantinas de chefes, a Rizzo foi uma ótima solução. “Está sendo o maior sucesso porque é o lugar que você come risoto, come as massas, mas tudo rápido porque é um fast food”, conta. 

Já a marca de produtos veganos chegou a Nathalia e Jair por meio do Shopping. “A marca é do sul, então fomos para Porto Alegre, conhecemos o dono e fiquei encantada. A gente montou em julho e tá sendo outro sucesso”.

“Nós somos a primeira franquia do sudeste. Estamos pensando em trazer mais Peske pra cá, o pessoal aceitou bem”.

A empreendedora brincou que sua cabeça é uma confusão. “E é bem diferente: comida, café e roupas”, disse com bom humor.

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