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Economia cíclica no mercado de joias ajuda a reduzir impactos ambientais

por DINO

De acordo com pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), sete em cada dez indústrias brasileiras desenvolvem alguma iniciativa de economia circular. Considerando que entre os pesquisados 37,1% elencaram como prática o uso de insumos circulares e 22,9% a extensão da vida do produto, o mercado de joias de luxo second cresce como alternativa para quem procura e valoriza soluções sustentáveis em moda, acessórios e estilo.

As novas gerações, mais atentas e preocupadas com questões que impactam o planeta, vêm impulsionando mudanças de comportamento de consumo, onde todo o ciclo do produto é considerado na decisão de compra. “A extração de pedras e metais preciosos é algo que deve ser feito com extremo cuidado e responsabilidade. Do contrário, as consequências podem ser devastadoras, da degradação de paisagem à poluição de recursos hídricos”, diz Avner Itshak Mazuz, CEO da Vecchio Joalheiros.

Entre os principais benefícios da economia circular para o meio ambiente e para a sociedade, incluindo o que pode ser absorvido pelo mercado de luxo, estão o melhor direcionamento de matérias-primas, aumento da competitividade e da inovação, além de maior geração de empregos. “Isso sem falar da redução de resíduos”, completa o executivo.

Em 2015, a Organização das Nações Unidas (ONU) publicou os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), onde 193 países, incluindo o Brasil, firmaram compromisso de proteger o planeta e promover sociedades pacíficas e inclusivas até 2030. No total, são 17 objetivos e 169 metas estabelecidas, sendo que a de número 12 é específica para o consumo e produção responsáveis, justamente o foco da cultura second hand.

Luxo circular

Ainda existe preconceito em torno das peças de segunda mão, mas o executivo da Vecchio explica que boa parte se deve à falta de conhecimento sobre a qualidade e o processo de aquisição e venda. “Além de contribuir com a não retirada de recursos da natureza, existem empresas sérias trabalhando para difundir a cultura second hand no mercado de luxo brasileiro. Cada relógio, colar ou anel é adquirido com checagem de procedência, restaurado ao ponto de novo e só depois comercializado, ainda com a vantagem de preço mais acessível”, explica.

Outro estigma é que a venda de seminovos no mercado de luxo compete com o trabalho de empresas e redes tradicionais. “Esse é um grande mito porque o second hand trabalha, justamente, com o que está fora de linha ou já foi substituído por novas coleções. Por esse ponto de vista, até ajuda na circulação dos itens que, com certeza, serão retirados das vitrines e catálogos, além da valorização institucional das marcas”, finaliza Avner.

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