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Marcas que estão de volta ao mercado

por Rodrigo Campelo
Marcas que estão de volta ao mercado

Muitas marcas que podemos ver no passado estão dando sinais  de que estão de volta ao mercado. É o caso da Mesbla, da Gradiente e até mesmo do Orkut.

As 3 marcas informaram nesse ano que estão dispostas a voltar ou que já estão atuando de alguma forma no mercado varejista brasileiro. Mas antes de qualquer coisa é importante conhecer um pouco da história de cada uma delas.

A Mesbla

Marcas que estão de volta ao mercadoA loja de departamento Mesbla, anunciou seu retorno para vender apenas no modelo digital, já está funcionado a todo vapor. A empresa que faliu há mais de 23 anos, ainda é desconhecida do público mais jovem, entretanto permeia o pensamento do consumidores mais maduros.

Atuou por mais de 80 anos e tinha em seu portfólio venda de móveis, automóveis, lanchas, além de uma financeira. Chegou a atuar no comércio internacional através de uma empresa subsidiária, que tinha filial em Nova York.

Mas não eram apenas os produtos que faziam os olhos do consumidor brilharem, havia também a estrutura dos estabelecimentos. Fundada em 1912 a empresa viveu o seu auge na década de 1980, quando chegou a ter 180 pontos de venda e mais de 28 mil funcionários em todo o Brasil. Encerrou suas atividades em 1999.

Na época o mercado varejista estava passando por uma grande transformação. A dificuldade em compreender o novo momento do mercado, no entanto, foi um dos principais fatores que levaram a empresa à falência.  O mesmo aconteceu com marcas como o Mappin, que atuou durante 86 anos em São Paulo. A Mesbla viu o seu modelo de negócio ruir com o surgimento de um novo consumidor, que exigia um atendimento mais especializado, encontrado principalmente em lojas menores instaladas em shoppings centers.

A expansão dos shopping centers nos anos 1980 levou a Mesbla para os centros comerciais, com lojas âncoras, contribuindo para o crescimento do fluxo de clientes nos empreendimentos. Ironicamente, este movimento foi um dos fatores que derrubou a empresa.

Marcas que estão de volta ao mercadoPara alguns especialistas, a Mesbla perdeu o foco, as lojas que chamavam atenção de um público com potencial de consumo alto, e com a vontade de ampliar novos consumidores tentou atrair clientes de classes mais baixas e desvalorizou o atendimento ao consumidor.

A empresa ensaiou um retorno em 2009, com a criação de uma loja online, mas não foi para frente. A ambição de um retorno, agora restrito ao e-commerce, se concretizou em 2022.

A gradiente

A Gradiente é outra empresa brasielria que fez muito sucesso na década de 1980 e informou que vai retornar ao mercado. Ela foi fundada em 1964 em São Paulo e teve o boom da marca 10 anos depois.  Na década de 1970 a empresa passou de uma pequena empresa para um poderoso grupo do setor de eletroeletronicos.  Isso se deu principalmente a 3 fatores importantes:

  • a limitação da importação de equipamentos eletrônicos;
  • o crescimento econômico brasileiro conhecido como milagre econômico;
  • a implantação do pólo manufatureiro da Zona Franca de Manaus.

Marcas que estão de volta ao mercadoAté a década de 1980, o foco da empresa foi atender o mercado de produtos de áudio sofisticados. Para isso tinha uma preocupação em equipamentos modulares. Ela não vendia produtos populares , conhecidos na época com 3 em 1.

A aquisição de marcas foi um dos grandes saltos da empresa. Comprou a Garrad em 1978 com o objetivo de exportar os produtos da Gradiente. Em 1979 comprou a Polyvox, que havia sido fundada por ex-funcionários da Gradiente. Os produtos da Polyvox foram direcionados para classe mais popular. Hoje a Gradiente ainda detém a marca, mas não existe nenhum produto da marca no mercado.

Em 1989 a Gradiente comprou a Telefunken, empresa alemã e já não tinha uma grande participação no mercado. Como existia interesse na produção de televisores a aquisição pareceu um excelente oportunidade. A produção da Telefunken foi descontinuada e iniciou-se a produção das televisões Gradiente.

Marcas que estão de volta ao mercadoEm 2005 a parceria com a Philco que pertencia ao Grupo Itaú, fez com que a empresa adquirisse essa participação pagando 60 milhões. Mas o objetivo era claro: ampliar o mercado de televisores e DVD´s no país. Juntas as marcas Philco e Gradiente detinham 18% do mercado de teelvisores no país.  Essa participação aproximava a indústria brasileira dos líderes de mercado como Philips, LG e Semp Toshiba. 

Mesmo com um planejamento que demonstrava funcionar bem, em 2007 a Philco foi vendida a um grupo chinês por 36% do valor da aquisição 2 anos antes A Britânia que teve sua fundação em 1954 no Paraná alugou a marca e produziu os equipamentos até 2017.  Neste ano além da saída da Philco houveram outros desafios  para a Gradiente que enfrentou problemas financeiros até 2008.

Nesse período além da concorrência mais acirrada, o que derrubou a empresa, foram dois outros fatores: o caixa financeiro da empresa estava apertado e precisavam reduzir o rombo financeiro feito com a venda da Philco. Outro problema foi a falha administrativa que paralisou a empresa no ano de 2007.

Diante de tantos problemas, no final de 2007, a empresa entrou em processo de recuperação e voltou ao mercado brasileiro no primeiro semestre de 2012 ano que começou uma disputa com a Apple pelo nome iPhone. A vitória foi da Apple. 

Mesmo diante de tantos desafios, a marca ainda guarda um lado bom no incosciente dos consumidores. O meu primeiro gradiente, um toca fita colorido para crianças, o Atari entre outros foram produtos que tinha por trás a assinatura da Gradiente. A marca estava longe das prateleiras desde 2012, quando havia tentado retornar sem comercializar produtos.

Marcas que estão de volta ao mercadoAtualmente a marca informou que vai voltar ao mercado brasileiro, com caixas de som portáteis. O Speaker GSP-100 AQUA é o primeiro da nova linha de áudio da marca. Como nos produtos similares de outros fabricantes, permite conexão com o celular via bluetooth. Tem microfone embutido que possibilita atender telefonemas em viva voz e possui dois alto-falantes de 10W RMS integrados. Dá para conectar caixas de som da marca e tocar a mesma música em ambientes diferentes.

A bateria funciona até doze horas sem tomada e, melhor de tudo, é à prova d’água. Segundo a Gradiente, resiste a até trinta minutos mergulhado em um metro de profundidade. O preço sugerido é de R$ 499.

ORKUT

Marcas que estão de volta ao mercadoOutra marca que deu sinais de retorno foi a rede social Orkut. O site oficial do Orkut foi reativado abril deste ano com uma mensagem do seu fundador, o engenheiro turco Orkut Buyukkokten. No anúncio, ele afirma que está construindo algo novo, o que deixa a entender sobre uma possível reativação da extinta rede social do Google, que foi criada em 2004 e durou 10 anos.

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